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Publicado em 03/12/2020

Os estudos ainda são apenas indicativos, mas, mais uma vez, o Botox é analisado pela comunidade científica como um produto que vai muito além das suas funções estéticas. Desta vez, o produto é associado ao tratamento de uma das doenças mentais mais populares e perigosas do mundo – a depressão.

Uma pesquisa publicada na revista Scientific Reports na metade de 2020 aponta que milhares de pessoas que fizeram aplicação de Botox em 6 diferentes áreas do corpo admitiram um alívio expressivo nos sintomas da depressão. Por ora, o produto está sendo aplicado em testes clínicos, e o passo seguinte é determinar o local exato que melhor afeta o problema.

O estudo foi elaborado por pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade da Califórnia. Eles usaram um banco de dados com relatos de 40 mil pacientes que fizeram uso de Botox, e observaram que a depressão foi percebida como 40% a 88% menor em relação a pacientes que fizeram uso de outros tratamentos contra a doença.

Mais estudos

O trabalho não surgiu do intuito de fazer uma associação direta entre a toxina botulínica e a depressão. Podemos dizer que foi uma constatação, e por isso os próprios pesquisadores reconhecem a necessidade de se realizar mais estudos. Vale lembrar também que os relatos observados referem-se a um subgrupo de pessoas que não tiveram efeitos colaterais.

De toda forma, a pesquisa é bem vista como um dado suficientemente válido para dar impulso a novos trabalhos que permitam concluir que a toxina botulínica tem realmente característica antidepressiva.

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Um dos membros da equipe do estudo da Universidade da Califórnia, o professor de Farmácia Ruben Abagyan, sugere que as indagações seguintes sejam no sentido de investigar se o Botox pode ser transportado até as regiões do sistema nervoso central ou se o combate à depressão estaria ligado ao fato de que o Botox já é usado para tratar situações diretamente relacionadas ao quadro de depressão.

Atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença atinge cerca de 264 milhões de pessoas em todo o mundo, e os tratamentos mais comuns têm se revelado ineficazes para quase um terço dos pacientes.

Perspectivas

Os estudos em torno da toxina botulínica são bastante abrangentes, e o medicamento já é comprovadamente eficaz no combate a outras doenças. Aliás, não é só o poder de combater doenças que faz da toxina botulínica algo tão especial. Ela é, por si só, bastante saudável para o nosso organismo. Na mesma direção está o ácido hialurônico.

Isso nos leva a projetar que, talvez até num médio prazo, as clínicas de estética se sintam motivadas a repensar sua própria natureza.

Ou seja, em vez de clínicas estéticas, passem a se classificar como clínicas de estética E saúde ou de saúde estética. Qual seja, o que parece ser a mudança aparentemente irrelevante de uma nomenclatura é, na verdade, um redimensionamento de sua importância para as pessoas. É cada vez mais necessário levar essas descobertas à sociedade geral, que ainda tem um olhar pouco acurado para as funções sanitárias do Botox e do ácido hialurônico.

Enfim, essas duas substâncias já não são mais produtos feitos só pra deixar alguém com a pele bonita e o rosto melhor torneado. Eles são muito mais do que isso! Quem diz é a própria comunidade científica.

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